Conheça a origem do “Valentine’s Day”

By Revista Season — fevereiro 14, 2013

Você sabe qual a origem do Valentine’s Day ? Nós pequisamos e contamos agora!

Hoje, 14 de fevereiro, é comemorado o dia de São Valentim (St. Valentine’s Day), que é comemorado pela maioria dos países, com exceção do Brasil, que comemora no dia 12 de junho, dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro.

Diz a lenda que São Valentim era um padre que viveu no século III. Na época, com o intuito de não atrapalhar o rendimento dos soldados nas batalhas, o imperador romano Claudio II proibia os militares de casar. No entanto, Valentim desobedecia essa ordem e casava escondido os jovens apaixonados. Ao ser descoberto, ele foi condenado a morte no dia 14 de fevereiro, tornando-se assim um mártir para todos os apaixonados.

Anos depois, a Igreja Católica consagra São Valentim como um santo. Diferente do Brasil, em outros países, principalmente nos Estados Unidos, a data é comemorada não só por namorados, mas também por amigos. É muito comum que se troque chocolates e o gesto demonstra sinais de carinho e respeito.

Para fechar, separamos uma parte da lenda de São Valentim que é referente aos seus últimos dias de vida.

“Após ajudar na união de vários casais apaixonados e ser preso por isso, imagino que sendo um padre católico que nunca amou uma pessoa e sendo um humano como qualquer outro, deve ter tido momentos de fraqueza, na qual deve ter indagado a Deus e a si mesmo… Será que valeu a pena ter se sacrificado para proteger o amor? Será que era realmente algo tão valioso que valia a pena ter sacrificado sua vida?

Nos dias que se seguiram, não recebeu uma única resposta, nem de sua mente, nem dos céus… Apenas um imenso vazio em seu interior, seu mundo se tornara cinza, assim como sua cela… Afinal de contas, não era um santo, apenas um homem, que não sabia muito bem pelo que lutou e arriscou sua vida…

Tac… Tac… Tac… era um barulho que sempre escutava se aproximando quando lhe entregavam a comida… mas desde que entrou na prisão, se isolou de tal forma em uma prisão interna na sua mente, que nem reparava em quem trazia sua comida… Mas neste dia foi diferente, ela foi acompanhada de uma voz doce e suave, que o despertou. Ela um jovem donzela, um pouco estranha, pois usava peças de roupa com cores que não combinavam e tinha uma varinha em suas mão, assim como seu olhar parecia ser vago…

A donzela se apresentou como sendo a filha do carcereiro e indagou ao padre porque estava triste, afinal de contas, ela ficou sabendo que Valentim tinha feito coisas fantásticas por milhares de casais apaixonados, que todos os dias rezaram para que o padre tivesse a vida poupada pelo imperador. Então Valentim ironicamente respondeu que não sabia se valeu a pena lutar por algo que ele menos nunca sentiu… Que ela nunca saberia o que ele estava sentindo naquele momento.

A donzela suspirou e disse suavemente que nunca viu o sol, apesar de sentir o calor em sua pele, nem a beleza das flores, apesar de sentir seu perfume ou como são os belos pássaros da qual escutas belas canções… Infelizmente Deus não concedeu o dom da visão… Mas estava feliz por ter a chance de sentir elas da forma de podia… Mas amor, ela acreditava que era algo que não estava ao seu alcance sentir, visto que ninguém iria amar uma mulher cega.

Valentim ficou chocado por ter sido rude com ela, assim como um idiota por reclamar de sua situação, percebendo que aquela jovem enfrentou com alegria, dificuldades maiores do que ele em sua vida inteira. Passado esse desconforto inicial, eles se tornaram bons amigos, conversando sobre diversos assuntos, compartilhando alegrias e tristezas, assim como desejos profundos, mas sinceros, que pareciam distantes de se realiza.

O tempo passou, e a amizade deles foi se tornado muito tão próxima, que se tornou naturalmente paixão e finalmente amor… Infelizmente isso não durou muito… Assim como o tempo ajudou a aproximar esse casal, o tempo era a impiedosa contagem regressiva para a execução de Valentim. Poucos dias antes da execução, o carcereiro afastou sua filha de Valentim, prevendo o sofrimento dela… Dias depois com um olhar confiante, Valentim foi executado.

A filha do carcereiro ficou inconsolável por dias… Até que recebeu de seu pai uma carta escrita por Valentim… Ela abraçou a carta e sorriu, tentando enxugar as lágrimas que não paravam de sair… Ela pensou em seu intimo, com um sentimento de riso e ternura… Valentim… meu amado… irônico até no fim… como posso ler essa carta? Esqueceu que sou cega?

Neste instante, ela sentiu seus olhos coçarem e uma onda de calor entrarem através deles… Assim como sua mente latejar, como se sua mente estivesse recebendo lembranças de coisas que nunca tinha visto antes… Ela não podia acreditar… estava podendo ver novamente! Assim como podia entende claramente o que estava escrito naquela carta…

Na carta estava escrito:

“Não sou santo, sou fraco como qualquer homem comum, não tenho fé suficiente para acreditar do fundo de meu coração em algo que nunca senti… Admito que sou fraco e por isso agradeço a Deus por ser compreensivo comigo e por permitir que eu pudesse amar…

Mesmo que fosse apenas por um dia, apenas por uma hora, apenas por um segundo… Já era o suficiente para sentir que valeu a pena sacrificar minha vida…

Em meus últimos momentos, peço a Deus desculpas por ser tão mimado, egoísta e abusado… Mas queria apenas um último desejo… que você, minha amada pudesse ler essa carta…

De seu Valentim”

 

 

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